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Vigias da rede pública estadual aprendem Direitos Humanos no curso de Vigilante Comunitário

  • 24/10/2012


Os vigias da rede pública estadual de ensino participaram nesta quarta-feira, 24, de um minicurso sobre Direitos Humanos. Esta é uma das disciplinas, assim como Relações Humanas, Defesa Pessoal, Vigilância Patrimonial, dentre outras, que fazem parte da grade do curso de Vigilante Comunitário. O curso tem como foco humanizar, padronizar e otimizar o trabalho dos vigias da rede público estadual de ensino.

"Aqui estamos trazendo os princípios básicos da Declaração Universal de Direitos Humanos para que as ações desses profissionais sejam pautadas nesses princípios", explica o Major PM Diego Neto, que ministrou a disciplina, dentro da programação do curso promovido pela Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc).

"Esse curso é muito importante, pois ganhamos em eficiência e em especial algumas disciplinas como essa de Direitos Humanos que é essencial para quem lida com pessoas. O ideal seria que todos esses profissionais que atuam na vigilância pudessem participar", diz o vigia Cristopher Sales Farias, vigia da escola Auristela Soares Lima, no bairro Porto Alegre, zona sul, e presidente do Sindicato de Agentes Operacionais do Estado.

O principal objetivo desse curso de Vigilante Comunitário, segundo o coordenador, Cap. PM Tiago Ribeiro, é a mudança comportamental. "Queremos que esses profissionais vejam como é atuar proativamente, saibam a importância da função que exercem e possam colaborar com a polícia comunitária", explica o capitão.

Hoje a rede estadual de educação de Teresina conta com 758 vigias somente na capital, segundo a coordenação do curso. A meta é que eles atuem com uma visão preventiva de delitos buscando identificar pontos sensíveis, priorizando e resolvendo os problemas que possam gerar ocorrências delituosas dentro da escola.  

Para os participantes do curso as mudanças são visíveis. "A principal mudança é que depois desse curso a gente melhora a qualidade no serviço e até no próprio dia-a-dia, pois não somos mais tão leigos em matéria de Direitos Humanos e em outras áreas ministradas aqui", explica o vigia Giovani de Sousa, que trabalha  no colégio Liceu Piauiense.

"O treinamento melhorou desde o relacionamento com os outros profissionais até a noção de como se comportar profissionalmente, como receber as pessoas na escola", diz o senhor José Luis Fernandes, que trabalha na U. E. Barão de Gurguéia, no centro de Teresina.

Para Francisco de Assis Dias Filho, que trabalha na escola James Azevedo, no bairro Alto Alegre, esse treinamento é de extrema importância. "Infelizmente muitos de nossos colegas não tem sequer noção do serviço de vigilância e se vira com o que sabe, e às vezes sabe muito pouco da função que exerce".

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