Os estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Oka Ka Inaminanoko participaram, nesta sexta-feira (12), do lançamento da cartilha indígena "Parente, trabalhou e não recebeu?", durante a programação do Salão do Livro do Piauí (Salipi), em Teresina. O momento também contou com uma apresentação cultural do coral da escola.
Produzida em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-PI), a publicação foi desenvolvida pelo Laboratório de Inovação do órgão com a colaboração de 12 estudantes das etnias Warao e Guajajara. O objetivo é aproximar os povos indígenas da Justiça do Trabalho por meio de uma linguagem acessível e conectada à realidade dessas comunidades.
A cartilha reúne informações sobre a atuação da Justiça do Trabalho, orientações para acesso aos serviços oferecidos pelo órgão, direitos e deveres de trabalhadores e empregadores, além de alertas sobre trabalho escravo. O material também traz curiosidades sobre a cultura indígena e recursos de acessibilidade em Libras.
Segundo Kaplann Moura , chefe do Laboratório de inovação do TRT-22, a iniciativa nasceu do compromisso da instituição com a promoção da linguagem simples e da inclusão.Ele destacou ainda que os próprios estudantes participaram de todas as etapas de construção da cartilha.
“O resultado é um material construído de forma participativa, com uma linguagem mais clara e próxima do público a que se destina, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre seus direitos e aproximar os povos indígenas do papel desempenhado pela Justiça do Trabalho”, completou.
A estudante do 3º Ano do Ensino Médio, Andreina Yumeli González Mendoza, da etnia Warao, destacou o orgulho de contribuir para uma iniciativa voltada à sua comunidade.
“Foi uma experiência muito importante para mim. Fiquei feliz em contribuir com um material que valoriza nosso povo e ajuda a levar informações sobre direitos trabalhistas de forma simples e acessível para nossa comunidade. Aprendemos muito e me sinto orgulhosa por representar nossa escola e comunidade nesse projeto”, afirmou.
O secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, destacou que a iniciativa reforça o papel da escola na formação cidadã dos estudantes e na valorização da diversidade cultural.
Segundo o gestor, a participação dos alunos na construção do material demonstra como a educação pode transformar conhecimento em ações concretas de inclusão e cidadania. “Nossos estudantes se tornaram protagonistas de uma iniciativa que leva informação, promove direitos e respeita as especificidades culturais dos povos indígenas. É uma experiência que fortalece a inclusão e valoriza a riqueza dos povos originários dentro do ambiente escolar”, afirmou.