O secretário de Estado da Educação do Piauí, Rodrigo Torres, participou nesta terça-feira (14), em Brasília, da cerimônia de sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE). O ato foi conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e marcou a assinatura da Lei nº 15.388/2026, que estabelece as diretrizes da educação brasileira para o decênio 2026-2036.
Representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e o governador Rafael Fonteles, o gestor destacou o caráter histórico do novo PNE. O documento une União, estados e municípios em torno de 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias voltadas para a educação brasileira nos próximos dez anos, abrangendo todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação.
Rodrigo Torres ressaltou o protagonismo do Piauí no cenário educacional brasileiro como um modelo a ser seguido, uma vez que o estado já antecipou o cumprimento de metas previstas apenas para 2036. “O mais significativo é que o Estado do Piauí já atingiu algumas das metas do novo PNE previstas para 2036, especialmente no que diz respeito ao percentual de estudantes em tempo integral e à oferta de cursos técnicos integrados. Isso demonstra resultados concretos alcançados rapidamente, fruto de uma política educacional consistente e do compromisso do governador Rafael Fonteles com a educação pública”, destacou o secretário.
Piauí se torna modelo para todo o Brasil
Os dados mais recentes do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação, reforçam o Piauí como a principal referência nacional. O estado lidera o ranking nacional tanto na oferta de Ensino Médio em Tempo Integral quanto na integração com a Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
De acordo com o levantamento, 81,46% das matrículas do Ensino Médio na rede estadual são em Tempo Integral, índice mais de três vezes superior à média nacional. Outro destaque é a integração com a formação profissional, onde 68,77% dos estudantes do Ensino Médio estão matriculados em cursos técnicos integrados, o maior percentual do país e mais que o dobro do segundo colocado. “Esse desempenho foi acompanhado por investimentos em infraestrutura, modernização das escolas e ampliação da oferta de cursos técnicos em áreas estratégicas, fortalecendo o vínculo entre educação e desenvolvimento”, pontuou Rodrigo Torres.