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Conectividade transforma rotina e amplia aprendizagem dos estudantes nas escolas de Tempo Integral

  • Maria Luiza Barreto
  • 18/03/2026

Mais do que números, a presença da internet nas escolas tem mudado a forma de ensinar e aprender. Na prática, ela permite que professores inovem em sala de aula e que estudantes aprofundem conhecimentos, desenvolvam projetos e tenham mais autonomia no processo de aprendizagem.

De acordo com o Censo Escolar 2025, 100% das escolas estaduais localizadas em áreas urbanas possuem internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem. Nas áreas rurais, o avanço também é significativo: o índice saltou de 49,2% em 2015 para 98% em 2025, ampliando o acesso e reduzindo desigualdades.


Dentro das salas de aula e dos laboratórios, esse impacto já é percebido no dia a dia. No Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Cristino Castelo Branco, a professora do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas, Nataly de Oliveira Sampaio, destaca como a internet se tornou aliada no processo de ensino. “A internet ajuda bastante, porque quando os alunos estão na prática, criando um código, por exemplo, e surge alguma dúvida, eles podem buscar soluções em fóruns online. Além disso, conseguimos utilizar diversas ferramentas que deixam a aula mais dinâmica e ajudam a manter o aluno engajado, desenvolvendo melhor suas habilidades”, explica.

Para os estudantes, o acesso também faz diferença direta no aprendizado. Aluno da 3ª série do Ensino Médio integrado ao curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas no CETI Cristino Castelo Branco, Francisco Afonso Nascimento dos Santos afirma que a internet é essencial para aprofundar conhecimentos e melhorar os resultados.

“A internet me ajuda a ir além do básico. Consigo pesquisar mais, encontrar referências, entender melhor os assuntos e produzir trabalhos mais completos. Nos projetos, ela também ajuda a ter ideias, buscar soluções e até entender o que posso melhorar. Isso torna tudo mais prático e me permite entregar um resultado melhor”, conta.


Ele também destaca que a conectividade amplia horizontes ao permitir contato com diferentes fontes e experiências. “A gente consegue acessar conteúdos de especialistas e entender melhor o que falta para tornar um projeto viável. Isso faz toda a diferença”, completa.

Para o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, os resultados mostram que investir em conectividade é investir diretamente na qualidade do ensino. “Estamos vivendo uma revolução educacional e tecnológica no Piauí e isso passa pela conectividade. O acesso a uma internet de qualidade permite que nossos estudantes desenvolvam projetos, ideias e soluções conectadas com o mundo. É assim que seguimos avançando, com uma educação cada vez mais inovadora e sem deixar ninguém para trás”, destaca.


O crescimento também alcança escolas quilombolas e de educação especial. Em 2015, 66,6% das escolas quilombolas tinham acesso à internet, em 2025, o número chegou a 100%. Já nas escolas de educação especial, o avanço foi de 66,6% para 100%, na última década, consolidando a conectividade como ferramenta essencial para inclusão e desenvolvimento.

Com o avanço da conectividade, a escola deixa de ser apenas um espaço físico e passa a se conectar com o mundo, ampliando possibilidades de aprendizagem, inovação e desenvolvimento dos estudantes.

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