As políticas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com investimentos em disciplinas inovadoras como Inteligência Artificial, Robótica, além de cursos técnicos em Programação e Desenvolvimento de Sistemas, já refletem em resultados concretos no Sisu 2026, com estudantes aprovados em cursos estratégicos da área de tecnologia.
Desde 2024, as escolas de tempo integral da rede estadual passaram a ofertar conteúdos voltados à Inteligência Artificial e outras disciplinas na área de tecnologia, ampliando o repertório dos estudantes e proporcionando experiências práticas que preparam os jovens para o ensino superior e para o mundo do trabalho.
Projetos, feiras e experiências nas escolas Seduc despertam vocações
Pablo Eduardo,aprovado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no IFPI.
Um dos exemplos desse impacto é o estudante Pablo Eduardo dos Santos, que concluiu o Ensino Médio integrado ao curso técnico em Informática no CETI Professora Maria de Jesus Carvalho Rocha, em Barras, e foi aprovado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Instituto Federal do Piauí (IFPI). Segundo ele, o contato com disciplinas de informática, programação e lógica foi decisivo para enxergar a tecnologia como ferramenta de criação. Em 2025, Pablo conquistou uma vaga de estágio em um cartório do município, onde atua na automação de sistemas.
“Meu interesse por tecnologia surgiu ainda no ensino médio, no curso de Informática. Foi na escola que percebi que a tecnologia pode automatizar processos e resolver problemas reais. Essa vivência me motivou a seguir na área”, afirma.
Heverton Leonardo, aprovado em Ciências da Computação na UESPI.
No CETI Sigefredo Pacheco, zona sul de Teresina, projetos pedagógicos e eventos promovidos pela Seduc também despertaram vocações na área tecnológica. Aprovado em Ciências da Computação na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), o estudante Heverton Leonardo da Silva Leoncio, de 18 anos, destaca a participação em feiras das profissões como um marco em sua trajetória.
“Criamos um chatbot automatizado usando API para uma empresa fictícia. Ver algo que eu mesmo desenvolvi funcionando foi muito marcante e despertou ainda mais meu interesse pela tecnologia”, relata. Para ele, a área representa uma oportunidade concreta de crescimento profissional e social.
Danilo Carvalho, em Ciências da Computação na UESPI.
O colega Danilo Silva Carvalho, também aprovado em Ciências da Computação na UESPI, reforça que o incentivo à inovação fez a diferença. Ex-monitor de Matemática e participante do Laboratório de Redação da Seduc, ele afirma que o contato com a disciplina de Inteligência Artificial e o aprofundamento em Matemática fortaleceram sua preparação. “Estudar em uma escola que incentiva inovação e tecnologia é se preparar melhor para o futuro”, resume.
Kelson Gonçalves, aprovado em Sistemas para Internet na UESPI.
A política educacional da Seduc também impactou a trajetória de Kelson Gonçalves Oliveira de Castro, aprovado em Sistemas para Internet na (UESPI) e egresso do CETI José Pacífico de Moura Neto, na zona sudeste de Teresina. Ele participou do intercâmbio educacional Do Piauí para o Mundo, onde esteve nos Estados Unidos.
Segundo ele, atividades práticas de programação e o contato com Inteligência Artificial ampliaram sua visão sobre o potencial transformador da tecnologia. “A escola me mostrou que inovar também é uma forma de mudar realidades e criar soluções para o bem comum”, destaca.
Para o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, os resultados confirmam o acerto da política de universalização do Tempo Integral integrada à Educação Profissional e Tecnológica. “Nas Escolas Seduc temos feito investimentos contínuos em inovação, estrutura pedagógica e formação docente para garantir as melhores oportunidades aos estudantes e para que eles sigam nas carreiras dos seus sonhos”, pontuou.