A Ouvidoria é um espaço de acolhimento para receber, examinar e encaminhar aos setores competentes todas as manifestações de ouvidoria (reclamações, sugestões, denúncias, elogios e solicitações de providência) e pedidos de acesso à informações públicas.
É uma atividade institucional de representação autônoma, imparcial e de caráter mediador, pedagógico e estratégico, que acolhe manifestações não concluídas por outros meios de atendimento para análise e atuação na busca de soluções.
O atendimento será via e-mail.
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ARTIGO: Água - conservação e preservação contra poluição
18/06/2013
No início do século passado alguns rios brasileiros serviam de cenário para contemplação aos admiradores da natureza. As pequenas demandas hídricas podiam ser atendidas pelas disponibilidades naturais, que favoreciam as atividades de lazer, contribuíam para o desenvolvimento econômico e industrial dos municípios a que pertencem. Hoje, o crescimento econômico é um fator determinante no aumento do consumo de água. A sociedade moderna ampliou a diversidade de usos das águas, porém as águas encontram-se poluídas e contaminadas principalmente por ação do homem.
A água é indispensável e componente vital no sistema de sustentação de vida na Terra. A poluição das águas causa sérias consequências, como: o aumento no número de microorganismos decompositores, causado por compostos orgânicos lançados nas águas; os vegetais que vivem no fundo dos rios e lagos ficam impossibilitados de realizar a fotossíntese e, consequentemente, de produzir oxigênio; os animais que se alimentam destes vegetais morrem contaminados e, principalmente, a ocorrência de doenças causadas às pessoas e animais direta ou indiretamente pela contaminação.
A poluição deste recurso natural, por meio do uso de defensivos agrícolas, tem se tornado foco importante de discussões, visto que, os resíduos provenientes do uso incorreto e indiscriminado de agrotóxicos em grandes expansões de terra para o plantio remetem grande quantidade de substâncias tóxicas carreadas, através das chuvas para os rios, lagos e mananciais, causando sérios problemas à sua conservação.
O uso de defensivos agrícolas que antes era em pequena escala, está intrinsecamente ligado à poluição hídrica e à deterioração do solo. As práticas agrícolas inadequadas levam à perda da camada fértil do solo, que depois é corrigido com componentes químicos. A retirada da cobertura vegetal aquece e torna pobre o solo, aumentando a poluição e o assoreamento dos rios, reduzindo também a biodiversidade, promovendo aumentos elevados na temperatura do ar e modificando, irreversivelmente, a natureza.
Sobretudo, a ação do homem é a que promove mais rápida degradação por meio de práticas que aceleram o desequilíbrio natural. Convém citar que, além de atividades, como urbanização, industrialização, pecuária, atividades extrativistas e irrigação, promoverem a poluição e diminuição sobre este recurso natural, fatores, como desflorestamento e erosão agrícola, contribuem também e comprometem a qualidade das águas.
Pesquisas revelam que, em relação ao desperdício de água a produção agrícola irrigada consome, em nível mundial, uma média de 72% da água doce do planeta, sendo que em nosso país esse número aproxima-se a 63%. As indústrias, que produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, respondem por um valor de 20% do uso mundial da água doce e o consumo humano representa apenas 10% da utilização.
Como contribuir para evitar a intensificação desse problema?
Faz-se necessária fiscalização intensa, introdução e difusão de práticas de reflorestamentos com espécies nativas, manutenção e/ou reposição das matas ciliares que margeiam os rios para minimizar os riscos e estágios de degradação dos solos; preservação das nascentes dos rios e seus cursos e prevenir o assoreamento dos mananciais existentes, propondo garantir o equilíbrio ambiental, além de conscientização da população, combatendo os desperdícios para evitar no futuro crises por indisponibilidade de água.
É hora de compreender que o equilíbrio hidrológico, a conservação e preservação da água também dependem de todos nós. Que saibamos cuidar mais e que possamos reconhecer a água como um bem finito e vulnerável que precisa ser preservado.
*Eliana de Freitas Pessoa é professora da Unidade Escola Santa Inês, em Teresina.
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