Professores transformam o mundo através do conhecimento

15/10/2020     Tallita Tajra

O ano de 2020 reservou muitos desafios para a educação. Sete meses após a adoção de medidas de distanciamento social e da interrupção das aulas presenciais por causa da emergência sanitária provocadas pelo novo coronavirus, os professores tiveram que se reinventar e se adaptar à nova realidade para continuar fazendo o que mais amam: ensinar.  

No dia dos professores, a Secretaria de Estado da Educação vai relembrar histórias de alguns profissionais que vestiram a capa de super-heróis para continuar transformando o mundo através do conhecimento. 

FREEFIRE DE HISTÓRIA 

Para atrair a atenção dos estudantes do 2º ano e 3º ano do Ensino Médio, do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) José Pereira da Silva, localizado no bairro Parque Brasil II, em Teresina, o professor de História, João Denys Galeno, organizou um campeonato de Freefire.

Participaram da disputa 44 estudantes que jogavam via WhatsApp. "Nossa região é muito carente e tivemos que nos reinventar para tentar chegar nos alunos com o que eles têm. Foi uma competição sadia, composta por 120 questões de história com respostas comentadas que serviram de revisão para o Enem e com objetivo de estudo de uma forma divertida. Todos os dias enviávamos músicas no estilo rádio para animar, além de pontuação para as atividades realizadas. Já tem muito interesse dos estudantes pela próxima disputa", explicou o professor. 



CARREATA  

Vale tudo para ficar mais perto dos estudantes e mostrar como eles são importantes. Foi com esse sentimento que a professora Erinalda Santos, do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez - CAS, organizou uma carreata para comemorar o Dia Nacional do Surdo. "Mesmo com a pandemia as atividades do CAS nunca pararam.  Nossos encontros acontecem virtualmente, com oficinas, palestras e na semana do surdo todas as atividades foram voltadas para esse tema, celebrando as conquistas e reforçando o que ainda precisamos fazer junto à comunidade surda. A carreata foi uma forma de ver o rostinho dos alunos um pouco mais de perto, fora das telas e também de mostrar que eles são importantes para nós", disse. 


XÔ SEDENTARISMO  

Manter os alunos ativos e saudáveis em suas casas, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Essa foi a motivação da professora de educação física, Fabiana Guilherme, da  Unidade Escolar Professor Agripino Oliveira, localizada no Parque Piauí. A educadora grava vídeos orientando os estudantes sobre atividades que podem ser realizadas dentro de casa.  "Uma vez por semana, as aulas são sobre diferentes assuntos, como treinamento funcional, onde cada aluno faz as atividades práticas sugeridas de acordo com sua rotina e horário, sedentarismo, benefícios da atividade física para a saúde mental, como o corpo reage à quarentena, cuidados com a alimentação, a importância do bom sono. Postura, lesões esportivas, benefícios da caminhada, supervalorização da beleza física, ídolos no esporte e esportes paralímpicos também são assuntos abordados nas aulas. O mais importante é fazer com que eles continuem se exercitando e sem desrespeitar o isolamento social", explicou a professora Fabiana. 


INCLUSÃO 

O sonho da professora de libras, Maryanna Vieira, da Unidade Escolar Escola Anísio Brito, localizada no município de Piracuruca, que é referência no Atendimento  Educacional Especializado, era que em sua turma, todos, sem exceção, compreendessem a riqueza e a importância das Festas Juninas. Um desafio e tanto. A professora é responsável por uma sala de recursos e resolveu fazer nas aulas virtuais a sinalização da música do rei do baião, Luiz Gonzaga, Viva São João. Maryana tem deficiência auditiva e é ex-aluna da escola. "Me sinto privilegiada em ensinar. A ideia de sinalizar as músicas surgiu para evitar que os alunos ficassem alheios ao que acontecia à sua volta, como espectadores", afirma. 


IRREVERÊNCIA  

Criatividade na pandemia não falta para os professores da rede estadual da educação. Como tentativa de romper, pelo menos um pouco, os dias pesados do isolamento social, o Centro Cultural de Línguas (CCL) Padre Raimundo José apostou em fantasias para entreter e ensinar os estudantes durante as aulas remotas. 

Com perucas, máscaras e roupas improvisadas, Eristóteles Pegado, que trabalha há oito anos como professor de inglês da rede estadual da educação, conseguiu despertar a atenção e a curiosidade dos alunos para o conteúdo da disciplina. "Comecei a pensar em algo que pudesse chamar a atenção dos alunos. Então, juntei um pouco do teatro, da comédia e das metodologias em educação para fazer com que os estudantes se interessassem pelo conteúdo. Eles gostaram tanto que alguns  já vieram me perguntar qual será o próximo personagem. Isso me deixa cada dia mais motivado", conta.  

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