Lei Maria da Penha nas Escolas é iniciado em Barras

10/10/2017     Willame Lucas

Para avançar na discussão de conscientização contra todas as formas de agressões às mulheres a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em parceria com o Ministério Público Estadual deram início a nova fase do projeto "Lei Maria da Penha nas Escolas: desconstruindo a violência, construindo diálogos". Na última segunda-feira (10) a abertura do ciclo implantação ocorreu no município de Barras.


O projeto visa diminuir os elevados índices de violência contra a mulher por meio da educação, com palestras de capacitação para professores, alunos e comunidade escolar. Em um primeiro momento nas Gerências Regionais de Educação (GREs) e em seguida nas escolas que aderiram ou venham a aderir ao mesmo.





"Estamos continuando o projeto e descentralizando o diálogo abrindo a questão da violência diante desses índices alarmantes no país. O projeto tem surtido um resultado muito bom nas escolas, do ponto de vista de disseminar a Lei Maria da Penha, pois muitas vezes as pessoas não tem conhecimento do conteúdo da lei e nada melhor do que levar ao ambiente escolar esta ação", destacou a secretária Rejane Dias, durante a abertura do projeto.
 

A delegada Maria Vilma Alves da Silva, titular da Delegacia da Mulher destacou a importância da conscientização dos alunos. "O objetivo do projeto é conscientizar a geração futura para que as crianças já conheçam o projeto e começa a ter uma formação, uma mudança de comportamento pois só a educação é capaz de realizar esta mudança. Estamos realizando esse trabalho há um tempo e esperamos que Barras se transforme com a futura geração do nosso Estado", pontuou.




Renovando e ampliando a parceria entre a Seduc e o Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid). O promotor de Justiça Francisco de Jesus Lima ressaltou que o projeto discute o conteúdo para que o aluno possa absorver sem viver o drama desta violência.

 
"Procuramos trabalhar nos espaços escolares é a capacitação e a sensibilização dos professores. Eles vivem o dia a dia na sala de aula e são capazes de identificar quando o alunos sofre a violência, quando o aluno tem o rendimento abaixo e quais as causas", disse o idealizador do projeto.



 

Durante as capacitações os professores promovem o protagonismo juvenil demonstrando as formas de identificar a violência familiar. Os alunos realizam atividades demonstrando as formas de violência por meio de parodias, no estudo da matemática detectando porcentagem para redução destas ocorrências, por meio da dramatização, criação de textos e poesias.
 

"São todas estas formas de trazer para o ambiente escolar uma forma diferente de ver esta dura realidade, com isto estes meninos e meninas estarão sensíveis na garantia de seus direitos e efetivando também as suas obrigações", finalizou o promotor.

 


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